sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

mas quando chega o fim, você tem que aceitar.


Hoje por coincidência fui ao cinema, mas não por coincidência entrei na sala em que passava o filme Benjamin Button. Eu entrei naquela sala porque aquele filme tinha algo a me passar, uma lição prestes a ser dada a quem precisava desesperadamente ter seus olhos abertos. Digo isso pois também não foi coincidência ter encontrado 5 minutos antes de iniciar a apreciar esse espetáculo de filme que vi eles passeando pelo shopping, todo a sorrisos e gestos. Me recuso a assistir isso por mais de cinco minutos. Tempo limite. Por falar em limite e voltando ao que realmente interessa, o filme nos mostra de uma forma encantadora que tudo tem limites, inclusive o ser humano. No caso eu. Tem uma passagem do mesmo que diz:" Você pode ficar irado como um cão raivoso da forma como as coisas aconteceram, pode praguejar e amaldiçoar o destino, mas quando chega o fim, você tem que aceitar."
Frases estranhas para dizer, mensagens simples de entender, ao menos para os bons entendedores. É realmente hora de se desprender, deixar partir, aceitar o fim, e reiniciar. É inclusive o proprio filme que diz que "espero que você viva uma vida que se orgulhe. Se você acha que não está acontecendo, eu espero que você tenha a força para recomeçar tudo de novo."
E orgulho não era exatamente a palavra que descrevia a sensação que sentia por mim e pela vida que eu levava, podia sentir êxtase, mas orgulho não. Então que seja, que se refaça a vida, que ressurja das cinzas, como o milagre da fênix, que assim como benjamim, eu possa não voltar ao tempo, pois as lições são sempre tiradas e os aprendizados absorvidos como um sinal de maturidade, mas que possa se renovar, rejuvenescer, e se perpetuar.
Que eu pare de mentir pra mim mesma, remoer uma coisa que só não teve fim para mim porque eu insisto nesse meu egoísmo que só me faz infeliz, e a ele também nada de bom traz.
Que eu possa finalmente me encontrar, buscar a minha felicidade, e ao olhar para traz num momento de fra(n)queza, eu possa dar um sorriso meia boca e continuar de onde parei.
Que assim seja porque eu não posso mais suportar me contradizer a cada segundo, e não ter paz em nenhum deles.
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"O beija-flor não é apenas um pássaro qualquer, o seu coração bate 1200 vezes por minuto, bate as suas asas 80 vezes por segundo, se parassem as suas asas de bater, estaria morto em menos de 10 segundos. Não é um pássaro vulgar, é um milagre."
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Assim como Benjamim, um milagre. E eles acontecem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

eu vou estar.


É fingimento. Ele demonstra uma tranquilidade que não existe. Não se pode ser sincero o tempo todo. Podemos? Tente. Olhe diretamente nos meus olhos e diga, com a clareza própria de quem se sente ferido, tudo o que gostaria. Ele iria querer optar pelo bom senso. Coisa que ele claramente não conseguiria ao me tocar em uma noite enluarada. (existe essa palavra? se não, para que servem os neologismos?)
Naquele dia, o pior deles, eu não consegui suportar o ver, não consegui suportar o fim. Quase corri da sala, e, assim que a porta se fechou, rompi em lágrimas, que a princípio julguei não fossem parar mais. Senti meu corpo esquentar, meu coração palpitar de uma forma nunca vista antes, meu corpo todo tremia. Meu desejo era poder ficar alí, sentada, sozinha, para dalí nunca mais sair. Ou que ele saísse daquele ambiente, no dia em que ficou claro que os dois não poderiam ocupar um mesmo ambiente por muito tempo, ou por tempo algum. Se ocorria dos olhares se cruzarem provocava no corpo um misto de sensações nunca antes sentidas. A vergonha do que fiz, a saudade do que foi e a do que não foi. Saudade do toque, do cheiro, do gosto, do rosto, do timbre, do riso. De tudo, que não me deixa em paz. O que me acalma é que eu sei que ele quer optar pelo tal bom senso pelo amor próprio que é maior que ele, e maior que o amor por mim. Garantia que esse amor por mim existe. Mas é aí que me pergunto, até onde meu sentimento é por ele, e não é por mim. Para alimentar minha vaidade, meu orgulho e libido.
Que seja. Você agora desfila com ela por aí, mas é em mim que pensa quando coloca a cabeça no travesseiro. A noite envolvido no silêncio do seu quarto, antes de dormir, você procura o meu retrato e na moldura não sou eu quem lhe sorri, mas você vê o meu sorriso mesmo assim. E é a mim que você deseja quando a toca, e quando fazem amor, se é que o que vocês fazem pode ser chamado de amor. Cuidado, não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada. Mas já que você quer tanto conseguir gostar dela, e se empenha tanto em tentar me esquecer, mentindo compulsivamente para si mesmo, afirmando que de mim nunca teve amor, admiro o seu esforço rapaz. Sinta-se livre, mas boa sorte. Você vai precisar.