quinta-feira, 23 de abril de 2009

mais cristina que vick, barcelona.


um filme simples, porém genial em sua simplicidade.
para mim, talvez não para você.
se você não tiver bom gosto é claro!
serviu de relexão, de compreensão, de alerta, e até mesmo de conforto!
me fez entender um pouco mais a mim mesma.
e perceber algo de bonito nas minhas estranhezas.
perceber que elas vão bem além dessas picuinhas de ego.
que não sou pior que ninguém devido a minha maneira de ser e querer as coisas, devido a minha intabilidade de relacionamentos ou inconstância de pensamentos.
inconstância... as vezes as palavras me soam estranhas!
enfim...
percebi também que não há nada de errado em ser tão exigente, esperar mais das pessoas, além desses clichês chatos e pessoas fabricadas em série!
em série já lembra capitalismo, fordismo e derivados.
ok, o capitalismo é maravilhoso, adoro mc donalds, coca cola e diesel.
más acho charmoso falar mal dele!
acho charmoso barzinhos boêmios, musicas com conteúdo, pessoas de conteúdo, um papo interessante e um beijo caliente no fim da noite com direito a palavras bonitas, sensuais, porém diferentes de tudo que costumava escutar. gostosa é a tia! (ok, não foi boa. qm fala gostosa é a tia hoje em dia?)
cristina me ensinou que a vida é feita de pequenos momentos. aliás, não me ensinou. apenas me confirmou, me fez enxergar isso de outra forma e ver que eu sou tão torta assim.
vai ver até sou, mas ei, é legal ser torta!
pra mim vale mais a pena uma vida formada de pequenos momentos, porém intensos. grande paixões, mas efêmeras. são eternas e românticas porque são impossíveis.
*falarei sobre o fim do filme, aqueles que não gostam de emoções fortes (não gostam de saber o final dos filmes que ainda não viram e querem ver, porque, sim, vocês tem que querer ver esse filme) por favor não continuem a leitura, obrigada.
no fim é perceptível que todos, apesar de terem suas vidas mudadas ao cruzar seus destinos, voltam para a estaca zero.
a sem graça continua sem graça, num casamento falido e com desejo sexual retraido por Juan Antonio, que está mais para Don Juan de Marco.
cristina continua em busca de novas aventuras, feliz pelo que foi vivido, mais experiente, madura e feliz na sua singularidade.
e o casal que foi feito e não foi feito um para o outro ao mesmo tempo, continua na mesma ladainha. amor, sexo, brigas, tentativa de assassinato, homicídio, reconciliaçãos, e por aí vai...
algumas paixoes chegam a pontos que não devem chegar e as vezes não tem cura.
são normalmente chamadas de doença.
mas ficar doente é bom depois de se curar, podemos não ficar sempre imunes, mas ao menos já temos uma ligeira idéia de como se tratar.
enfim...
o filme me encantou, me marcou, me mudou, me fez me aceitar assim.
cheia de defeitos, estranhezas, mas uma eterna apaixonada e dançarina do efêmero.
.
• texto estranho. mais desabafo que texto, na verdade. estou estranha hoje. mas tenho esse direito sometimes. relevem!

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