domingo, 9 de agosto de 2009

sem Ana, blues.


"(...)depois daqueles dias começou o tempo em que eu queria matar Ana dentro de tudo aquilo que era eu, e que incluía aquela cama, aquele quarto, aquela sala, aquela mesa, aquele apartamento, aquela vida que tinha se tornado a minha depois que Ana me deixou.(...)"

CFA


Homenagem hoje àquele que, para mim, é o que há de mais GRANDIOSO na literatura brasileira. Amargurado dentro da sua compreensão sangrada sobre tudo, e desiludido na vasta incompreensão sobre o nada, que é a raça humana. Deixou com sua ida precoce o mais rico dos legados. Mais vasto, mais inovador, profundo, denso, intenso, sensivel, doce, doentio e são. Mas como já dizia Renato Russo, que parecia adivinhar seu destino, sua sina: Os bons morrem jovens.
Apesar de. Apesar do virus mortal, escreveu, e por isso viveu. Sua vida se resumia à escrita. E ele sabia disso. Sabia que para isso deveria abdicar de muito e muitos, em busca de aprimorar sua prioridade. Sabia que se encontrasse algo que desse certo e pra sempre, não escreveria mais, ou não tão bem como antes, já que a tristeza e a melancolia exalam uma beleza que nem mesmo a alegria, a melhor coisa que existe, pode ter. Escrever foi seu fardo, e nossa dádiva. Ao que ele se referia como maldição, vejo como um dom, um milagre, uma inspiração. É isso que ele é. Um inspiraçao. Lê-lo dá vontade de viver, de sentir, de sangrar. Ao lê-lo enxergamos o que muitas vezes não pode ser visto em razao da poeira que se acumula ao nosso redor. A poeira que nós mesmos produzimos.
Lê-lo toca fundo a alma, um lugar que nem todos gostam de ser tocados. E que alguns simplesmente nao conseguem ser. Por esses só tenho a lamentar.

À caio, aquele que via dragões no paraiso, acreditava que a vida poderia ser doce e que o gosto de morangos mofados finalmente sumiria, que pensava que aqueles dois mereciam ser felizes em detrimento do atendo guardião da moral, que vezenquando doía dentro-dentro dele, aquele que sofreu por ana mas amava joão....

Enfim, À caio. O nosso.

3 comentários:

Isabela disse...

Olá, amiga,
Tenho acompanhado seu blog, é lindo!
Sou dos blogs "Winds", "Belle" e "The things about love", e estou aqui para lhe dizer que tem um selo para vc no meu blog! Vai lá , Beijos,
Isabela

mariam [Maria Martins] disse...

Garota,

Belíssima homenagem!
Fiquei emocionada.

estive ausente algum tempo... agora, andei por aqui mais pouco.. gostei muito... e recordei o início do meu blog, o segundo post!
http://mariasentidos.blogspot.com/2008/04/puro-sentido.html

um abraço e o meu sorriso :)
mariam

Deftones disse...

Caio também é uma grande referência pra mim. Digo grande, mas é uma referência enorme, singularíssima, primordial. Conheci-o por intermédio duma blogueira também. Conheço-o ainda melhor por seu intermédio. Cada vez mais eu o descubro e redescubro, e sinto ao mesmo tempo o doce e o amargo das vidas na percepção desta figura intocável. A Caio.