terça-feira, 8 de dezembro de 2009

o fogo dança no vento.


De olhos bem abertos, depois de tanto tempo pensando que podia ver uma luz na escurdão total e irreversível. "Saiba que os poetas como os cegos, podem ver na escuridão." Não sou poeta. Tampouco sou cega. Estou mais viva e lúcida que sempre, e apenas escrevo um amontoado de palavras perecíveis que tem o seu prazo de validade expirado, e em dias, meses, perdem o sentido. Isso não é ser poeta.

Fruta mordida apodrecendo no canto do quarto. Bem vinda, una-se às demais. Umas mais podres que outras, todas mordidas, todas somando erros numa vida de nenhum acerto. Alma despida, fracasso patenteado. Depois da queda: Cacos espalhados. Nas entranhas, rasgando e sufocando. Lágrimas engolidas para afogar a saudade hipócrita de uma vida que nao me acrescentava em nada, nao me confortava em nada.

Crussificado, morto e sepultado. Desceu ao inferno. Espero que arda, sangre e jorre a infelicidade e desonestidade que plantou. Que colha a crueldade e o desamor que semeou. E eu? Eu vou lá. Vou subir aos céus.

2 comentários:

Georgia disse...

E eis que a fênix renasce!
E como é bom estar de volta!
bjk

Fred Matos disse...

Não obstante a minha implicância com o uso comercial do "espírito natalino", não tenho como escapar da influência que a data exerce sobre o meu emocional que ainda teima em crer que a humanidade não é caso perdido e que podemos construir um mundo mais justo, sem violências e sem preconceitos. Em suma: sou um ingênuo assumido.
Sendo assim, é inevitável que venha para deixar os meus votos sinceros de que você tenha um feliz natal e que o ano novo não seja apenas uma nova página no calendário, mais um marco de mudança que inaugure uma nova era de paz e felicidades para todos e que possamos realizar todos os nossos melhores sonhos e projetos.
Felicidades.
Beijos