segunda-feira, 17 de outubro de 2011

i could die in your arms right now


Tic-tac. Essa mania de passar, em pensamento, 24 horas por dia ao lado teu revivenciando repetidamente momentos unicamente por Deus testemunhados. É que se todo coração é burro, o meu é mais. Essa necessidade de ti, essa urgência dos teus beijos. A adição ao seu toque. Porque a pleninute só é alcançada quando estás dentro de mim. Completude. Sem mais meu bem, em paz. Sentimento hiperbolicamente paradoxal, essa paz que me arranca o chão, que me leva ao incêndio dos céus. Você, aquele que me sufoca de sentimentos ardis, faz escorrer pelos olhos dor, pela derme êxtase, pelos poros sangue. Do começo ao fim, como se não houvesse sábado. Se irrelevas o tempo, para que saber que horas são? Do torpor de volta ao paradoxo. Te adorando pelo avesso. A negação que sombreia o sentimento perene, que coisa alguma explica por que não fenece. Intrínseco à carne, que busca tão somente e exageradamente a tua carne. Porque elas se precisam, porque se completam, porque se querem, mesmo que desejem se repelir, no encontro elas se fundem. Dá pra ouvir o barulho que a proximidade traz. Magnetismo. A pele rasgada para que você beba o que nela pulsa, meu sal na sua língua, seus fluidos em mim. Dentro-dentro. O encontro da derme é óbvio, quatro paredes eu você e Deus. Sons, cheiros, gostos, tato. Você em mim feito tatuagem. Libido escancarada, junto ao meu corpo sentir você pulsar, dançando em um quarto em chamas. No fim o gozo, precipício, lágrimas jorrar e em meu peito, o seu, silenciar.

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