quarta-feira, 6 de maio de 2009

quatro paredes.


Gosto tanto quando é assim:
suores e cãimbras, o corpo exausto e molhado, sinais explícitos de batalha.
E ainda depois, a procura.
Uma parte mínima do outro a confirmar que a solidão está ausente.
A temperatura do outro, o cheiro do outro, a textura do outro, os sons que faz o outro ao respirar quente em nosso ouvido.
Gosto quando é assim:
o êxtase e a alegria rompendo uma pedra, dissolvendo a pedra, que vai amolecendo e se tornando este choro sem nenhuma tristeza.
Porque sabem:
a fluidez da paixão vence o inflexível, o duro, o aparentemente imutável, o falsamente pronto.
Gosto assim: eu, você e o que é de Deus nos nossos corpos.

4 comentários:

Isa Arth disse...

Lindo!
Este poema é pura sinergia, encontro de almas, que em silêncio cúmplice, se entendem... O amor também compreendido pela alma masculina, que sabe amar uma mulher em toda sua sensibilidade! Ah , como o amor é inspirador! beijos, Belle.

A garota do copo d'gua disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

coisa mais linda!

Universo Cidade disse...

Gosto tanto quando é assim:
suores e cãimbras, o corpo exausto e molhado, sinais explícitos de batalha.
E ainda depois, a procura.
Uma parte mínima do outro a confirmar que a solidão está ausente.
A temperatura do outro, o cheiro do outro, a textura do outro, os sons que faz o outro ao respirar quente em nosso ouvido.
Gosto quando é assim:
o êxtase e a alegria rompendo uma pedra, dissolvendo a pedra, que vai amolecendo e se tornando este choro sem nenhuma tristeza.
Porque sabem:
a fluidez da paixão vence o inflexível, o duro, o aparentemente imutável, o falsamente pronto.
Gosto assim: eu, você e o que é de Deus nos nossos corpos.

lindo lindo ...ai ai , pq n escrevo assim?