
e eis que finalmente chegou o fim propriamente dito. o fim de verdade. aquele fim tão querido por mim, e que agora paradoxalmente, me corroi. estranho a forma como o mundo dá voltas e quem está por cima a qualquer segundo pode cair. prepara-te pra queda, ela é dura, mas amacia. pois com o tempo nem dói mais tanto como antes, uma vez que as feridas já estão feitas, apenas sangram. uma espécie de costume sabe? somado àquele sentimento reconfortante de que daqui a algum tempo o que antes tinha uma dimensão tão grande se tornará nada além de algo microscópico. todas as noite de lagrimas e desespero não serão nem ao menos lembradas, e se for o caso, serão acompanhadas de um pensamento positivo, ou no máximo neutro, de algo que foi, mas que não era pra ser.
o sofrimento é vivido em fases, quem já sofreu nessa vida sabe. já passei da fase do arrependimento, da tristeza, do desespero, da raiva, estou agora na fase da aceitação do fim e do reconhecimento do sentimento.
reconheco e aceito o fim. não adianta insistir em uma coisa que não pode se solidificar, e que no fundo nem quero realmente isso, quero é alimentar o ego que deixou de ser alimentado. patético.
reitero que aceito, aceito o fim, a dor, e o esquecimento. agora por favor tirem essa angustia de mim.
"quando você me quiser rever, já vai me encontrar refeita, pode crer..."

Um comentário:
"algumas lágrimas bastam pra consolar... é a mesma porta sem trinco, o mesmo teto...meu amor, meu amor, tudo em volta está deserto, tudo certo, tudo certo como dois e dois são cinco"
Roberto Carlos
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